Identidade racial consolidada

Representatividade importa
A pedagoga Evy O. nos disse ainda que a sua transição capilar foi motivadora para outras mulheres, mas que a sua mãe sempre foi a sua inspiração para que se aceitasse como era.
No caso da professora Thaís S. foi uma amiga negra quem a inspirou a deixar a química.
A professora Ana P. acredita que é preciso que todas as mulheres que passam por transição compartilhem as suas experiências para motivar outras a se engajarem nisso.
Cada uma dessas mulheres sabe a importância de ter alguém em quem se inspirar e sabem também que só isso não basta.
É preciso romper muitas barreiras ainda.
É preciso que os meios de comunicação entendam que não pode haver um único padrão de beleza para um país tão diverso. Principalmente, é preciso que a gente aprenda a gerar e a transbordar amor-próprio.
Também é crucial nos sentirmos representadas nos produtos que consumimos.
Quando algo num produto gera identificação, temos a sensação de que fizeram aquilo pensando em nós, lembrando da nossa diversidade.
A professora Ana P. pensa que isso é de fundamental importância:
“Não sei se vocês têm ideia da sensação que é chegar numa perfumaria e encontrar lá uma prateleira cheia de produtos que são a sua cara. Alguns chegam a ter embalagens didáticas que nos ajudam a identificar qual é o tipo de textura dos nossos cabelos. Olha, eu não sei vocês, mas quando vejo isso penso “finalmente” e me sinto feliz de uma maneira que nem consigo explicar”.
Não só crespas e cacheadas, mas também pessoas negras, aquelas com deficiência, as pessoas idosas, LGBTs, entre outros merecem ser representadas, pois são essas pessoas que compõe a diversidade do país e que movimentam o mercado de consumo.
Por aí a gente vê o quanto tudo isso é complexo.
A transição é apenas um peixinho num oceano de coisas que exigem reflexão e mudança.
Podemos dizer que nesse sentido estamos indo bem, mas ainda temos muito o que evoluir.