Websérie Mulheres em Transição: 2° episódio

Mulheres em transição

Conheça nesse 2° episódio da websérie Mulheres em Transição, a história da Juliana. Ela, que após passar pela transição capilar, se encontrou e conseguiu achar a própria identidade. Hoje, vive uma linda e maravilhosa história de amor com os seus cachos.

Websérie Mulheres em Transição: Teaser

Mulheres em transição

A transição não é uma mudança fácil, vai muito além do visual. É uma fase de aceitação, identidade e amor que começa de dentro para fora. Acompanhe a websérie Mulheres em Transição e conheça várias histórias de mulheres guerreiras, fortes e incríveis!

Jessica Amorim

transição capilar se redescobrindo

“Tenho me sentido feliz e me redescobrindo mais e mais a cada dia”

Comecei minha transição porque não me sentia mais eu mesma com o cabelo liso, de chapinha. Estava me sentindo sem graça. Definitivamente, não era mais eu! Para dar um UP no visual, após começar a transição, fiz e ainda faço texturização constantemente. Quando vi os primeiros fios crescerem, fiquei feliz e surpresa.

Ainda não fiz o BC, estou com 4 meses de transição e não vejo a hora de fazer, pretendo fazer ainda no mês de julho.

As pessoas ficam dizendo que está estranho, e se tenho certeza que quero ficar com o cabelo ruim “duro”, rsrs… coitadas, não sabem elas o quanto tenho me sentido feliz e me redescobrindo mais e mais a cada dia!!

Lethicia Gabriela

“Sou uma negra linda, uma crespa linda, independente do que a sociedade diga”

Comecei a alisar meu cabelo muito nova, pois todas as minhas amigas tinham cabelos lisos e eu não. Por esse fato, passei por vários apelidos desagradáveis, não só pelo meu cabelo, mas pelo fato de ser negra. Agora, aos 17 anos, no começo de 2017, decidi que não iria deixar mais ser rotulada pela sociedade, que queria meus cachos de volta, queria me ver cacheada, até porque nem lembrava como era meu cabelo natural. Minha família super me apoiou, pois sabia que a situação era muito especial para mim, já a sociedade, como sempre, nem tanto, mas não será por esse motivo que irei desistir.

Quando comecei minha transição, fui logo comprar os produtos da Salon Line para me ajudar com a hidratação e a finalização, que não são nada fáceis nesse momento em que o cabelo está com duas texturas.

Depois de um tempo, quando meu cabelo já tinha crescido um pouco e estava começando a definir, foi uma emoção ver os cachinhos se formando, meu coração disparou, senti uma felicidade tão grande que não sei definir. Chamei minha mãe para ver e ela ficou super feliz, esse foi só mais um dos motivos que me incentivou a continuar.

Estou entrando no quinto mês da transição, agora acho muito cedo, mas pretendo fazer meu BC ainda esse ano. Penso que assim que completar 1 ano, eu vou fazer. Estou fazendo de tudo para ele crescer saudável e hidratado.

Ainda estou em transição, mas não é só o cabelo que se transforma, a gente muda por inteiro, já senti isso! Meu estilo mudou, estou mais confiante em mim mesma e mais feliz. Agora sim, sinto que sou eu, que não preciso passar um dia todo em um salão para me sentir feliz e bonita, eu sou uma negra linda, uma crespa linda, independente do que a sociedade diga: eu sei que eu estou linda!

Andresa Francisco da Silva

Como passar pela transição capilar

“Aceitação é tudo!”

Desde uns 10 anos de idade, eu usava quí­mica no cabelo. Eu era insegura com a minha textura, até que comecei a assistir ví­deos no Youtube e decidi assumir meu cabelo. Minha última progressiva foi em 06/02/2016. No iní­cio, tiveram pessoas que disseram que eu não ia conseguir e que era só moda, mas a minha família me apoiou.

No começo, eu não sabia bem o que fazer, prendia sempre em coques ou rabo de cavalo, até que conheci as texturizações, Bigudin e Coquinhos, e passei a usar meu cabelo texturizado. Investi também em tiaras que ajudam a disfarçar a diferença de texturas.

Não tem nada mais satisfatório do que olhar seu cabelo se desenvolvendo saudável e livre das agressões que sofria antes. A principal sensação é de liberdade, porque na minha vida eu não tinha lembranças de achar meu cabelo natural bonito, mas quando os vi crescendo, vi que são lindos e aprendi a valorizá-los.

Depois de 10 meses em transição, resolvi me libertar de vez de toda a quí­mica e danos que haviam em meus fios, então, com a ajuda da minha mãe e das minhas irmãs, cortei todas as pontas lisas: fiz o meu BC. Recebi alguns olhares tortos, rejeitando meu novo corte, mas a maioria das pessoas apoiou. Quando você se sente bem consigo mesmo, você transparece isso para as pessoas. Aceitação é tudo!

Com certeza, não foi só o cabelo que mudou, foi minha vida, a forma de me ver e de ver o mundo. Principalmente depois do BC, a minha forma de pensar mudou muito. Amo meu cabelo do jeito que ele é, independente da opinião das pessoas. Aliás, das outras pessoas, o que eu mais recebo são elogios.

Tem dias em que meu cabelo não está tão bem, então, faço um Afro Puff. Mesmo nesses dias, tenho a certeza de que passar pela transição foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, a minha autoconfiança e minha autoestima melhoraram muito. Viva a aceitação!

Priscila Martins

consumidora Priscila Martins

“Amo ainda mais meu cabelo, todo mundo me elogia e a autoestima está lá em cima”.

Sempre ameeeei meus cachos, mas sempre relaxei para baixar o volume. Fui incentivada a trocar de quí­mica, para uma mais suave… funcionou da primeira vez, mas na segunda a cabeleireira usou um produto inadequado que ao invés de baixar o volume, alisou! Fiquei super chateada, fiz vários processos tentando reverter, mas nada trazia de volta meus cachinhos.

Foi nessa época que decidi fazer a transição e descobrir meu cabelo natural, já que desde os 12 anos usava relaxamento. Quando começou a crescer a raiz, destacou mais ainda a parte lisa. Dê um ano e meio em diante, mais ou menos, foi o perí­odo mais difí­cil, de lidar com as duas texturas no cabelo. Levou esse tempo porque não tive coragem de cortar bem curtinho, mantive ele pouco acima do ombro, sempre em camadas para disfarçar.

Em fevereiro deste ano, tomei coragem e cortei o que restava da parte lisa… foi o corte mais curto da minha vida, mas o mais feliz e libertador! Sofri bastante, várias vezes me falaram para relaxar, para alisar, mas a determinação valeu muuuuuuuito a pena!!!

Hoje, amigas me param na rua para dizer que meu cabelo está lindo, o que eu fiz, como elas fazem para ficar igual… não tem dinheiro que pague poder falar que esse é o MEU cabelo.

Onde entra a Salon Line? É a marca do meu coração… quando relaxava usava Salon Line, era o melhor para mim. Na transição, foram as linhas que mais me ajudaram a sobreviver. E agora que estou livre, meu cabelo AMA tudo que vem da Salon Line!!!

Cortar em camadas ajuda muito e um creme que hidrate e defina bem. Fora isso, muita paciência e determinação!

Sorria de orelha a orelha, esticando meus minis cachos… kkkk.

Não sei viver com cabelo muito curto, só tive coragem quando estava faltando uns três dedos para chegar no ombro… mesmo assim foi o corte mais curto da minha vida… tremi na base!

Amo ainda mais meu cabelo, todo mundo me elogia e a autoestima está lá em cima!!!”

Consumidora: Priscila Martins

Angélica Alexandre Evangelista

“Estou passando por esse processo ainda, mas consigo perceber que se nossas escolhas mudam, nós mudamos juntas”.

Comecei há pouco tempo, no final do ano passado. Estava enjoada do liso e queria voltar a ter meu cabelo natural, até porque me rendi ao liso por praticidade e não havia essa gama de produtos voltados para os cachos como hoje. Olha, a maioria me chamou de louca, falam que não vou aguentar e escuto até clientes dizer “ai, prefiro como antes, era mais arrumado”.

Comecei a pesquisar vários ví­deos para saber o que eu poderia fazer, aí me apaixonei pela técnica de texturização com canudinho! Nossa, a primeira que eu fiz, gente! Parecia que meu cabelo era cacheado de verdade, uma coisa linda! Minha autoestima foi lá no topo, mas a raiz ainda estava baixinha. Hoje, intercalo as duas texturizações: canudo e modelador. Amo a do canudo, mas me dá muito trabalho.

Meu cabelo estava abaixo dos ombros. Então, cortei Chanel, pois achei que iria me facilitar. Consigo ver o ressurgir dos cachos na parte da nuca! É uma mistura de ansiedade com entusiasmo e felicidade.

Ainda não fiz o BC, pois está muito no início. Apesar de já ter feito um corte para facilitar, não o considero um BC. Mas quando chegar a hora, vou sem pena.

Estou passando por esse processo ainda, mas consigo perceber que se nossas escolhas mudam, nós mudamos juntas. Sou uma pessoa nova a cada dia e a cada experiência com meu cabelo, me transformo junto com ele. Eu não imaginava que teria que ser tão forte e teria que lidar com tantos sentimentos apenas porque decidi voltar a ter meu cabelo natural. Não é fácil não, mas sei que vou conseguir! Depois conto para vocês.

 

Consumidora: Reane Dias dos Reis

Reane Dias dos Reis

consumidora Salon Line Reane site me ajude na transição

“Sobre a mudança, ela foi interna, mudei em todos os sentidos, aprendi a não criticar e a não julgar os outros, e hoje vejo a beleza que cada um tem!”

 

Eu simplesmente cansei de ser refém das químicas, da escova, progressivas e alistamentos. Cansei de me privar das coisas por não querer que as pessoas vissem meu cabelo como ele era. Eu amo lavar meu cabelo e com ele liso, só poderia molhá-lo 1 vez na semana, quando tinha tempo para escovar! Não podia ir a piscina, pegar chuva, lavar quando quisesse, nem se quer deixar cair um pingo no chuveiro!

Realmente estava cansada de perder horas da minha vida em frente ao espelho dando um jeito na juba!! Deixar de sair para uma festa quando meu cabelo não estava arrumado. Já não fazia mais sentido viver assim.

Resolvi me aceitar como sou e a princípio as pessoas que mais me importo com a opinião não aceitaram: meu marido e minha mãe. Meu marido viu que não tinha jeito, que estava determinada e hoje já não fala mais nada, mas minha mãe fala que é feio e que deveria voltar a alisar, a toda oportunidade que tem. Mas minha decisão foi tomada e decidi ser LIVRE!!!

Assim que parei com a química, já comecei a trocar todos meus produtos para os específicos em cachos, que por sinal são todos Salon Line. Corto sempre o cabelo para ir retirando a química, hidrato no mínimo duas vezes na semana, na verdade faço o cronograma capilar, vejo muitos vídeos sobre o assunto e tentei todas as texturizações possíveis, mas só me adaptei com o “plopping”, que vem me salvando, pois é o que mais iguala a textura dos meus cachos e é mais prático para mim, pois durmo com a camisa e acordo pronta para arrasar!

Foi maraaaa… minha autoestima está lá em cima, não vejo a hora de ver meu cabelo todo sem química, crescendo saudável e lindo!! Das poucas vezes que fiz escova depois que decidi passar pela transição, me achei horrível e já lavei logo no outro dia!!!

Ainda não fiz o BC e acredito que nem terei coragem. Estou passando pela transição com ele na altura dos ombros e acho que ficarei assim até sair toda a quí­mica.  Mas não sei se me manterei assim, pois agora com a transição eu mudei muito minha forma de pensar e de ver o mundo!! Quem sabe, né?

Eu já me acostumei, apesar de ser difícil de domar as vezes, por causa das diferentes texturas, mas realmente desencanei e não ligo para o que as pessoas vão pensar, e nem fico buscando a perfeição.  Algumas pessoas estranham, falam que preferiam ele liso, que estava mais bonito, mas essa é uma decisão só minha e ela já foi tomada!!
Sobre a mudança, ela foi interna, mudei em todos os sentidos, aprendi a não criticar e a não julgar os outros, e hoje vejo a beleza que cada um tem!!

    

Consumidora: Reane Dias dos Reis

Elis Oliveira

consumidora Salon Line Elis Oliveira site me ajude na transição

“Ver no reflexo do espelho aquela que você é no seu interior, sua personalidade, não tem preço”.

 

Sempre tive o cabelo cacheado até me formar em veterinária, aos 28 anos, e enfrentar o mercado de trabalho, constatando que a nossa sociedade brasileira é extremamente cheia de tabus e preconceitos. Isso infelizmente refletia na minha vida, na forma como eu era tratada, valorizada e respeitada no meio em que vivo. Mas claro que se formos confrontar, pouquíssimos assumirão essa atitude de fato.

Enfim, debates sociais a parte, eu acabei cedendo aos encantos de ter um cabelo alisado com química e escondido da minha mãe, que sempre foi orgulhosa do meu cabelo, eu alisei. Porém, a vida me respondeu com um belo tapão do tipo “acorda mulher” e acabei por descobrir que minha saúde já não era a mesma e que fazer a quí­mica nos cabelos me colocava mais em risco do que eu me encontrava.

Pronto! Foi um verdadeiro sacolejo e hoje faz sete meses que não aliso mais as madeixas e entrei no processo de transição. Não está sendo fácil, porque requer muita paciência (experimenta falar isso na TPM! Aff!). É necessário apoio ao seu redor porque o diferente incomoda os outros, o olhar de estranheza é muito doloroso, principalmente no day after porque ficamos daquele jeito que nem nós gostamos muito, mas a gente segue.

Agora estou na fase “realizar o BC ou não?”, sem apoio total, até mesmo minha opção sexual foi questionada quando o assunto é cortar estilo “pixie hair”, enfim… enquanto isso, cortei na altura do queixo e vamos em frente.

Para salvar a questão das duas texturas que incomodam e muito, eu lancei mão da texturização. Tentei várias, mas até agora vi que para o meu cabelo, que está entre o 2C e 3A, é muito fino e oleoso na raiz, a texturização de coquinhos usando apenas a maionese ativadora de cachos (Definição dos Sonhos), em uma quantidade pequena como de um botão, foi a que obtive o melhor resultado. Ainda não testei a Gelatina sozinha.

“So exciting!” Cada vez que olho no espelho e vejo minha raiz surgindo dando suas voltinhas ou até mesmo se curvando, já é incrí­vel, é uma sensação de vitória. E quem é que não gosta de ganhar? Hahahahaha.

Estou me decidindo ainda (sobre o BC), cortei no queixo essa semana, para ver a minha reação e como vou segurar a reação dos outros ao meu redor, até minha cabeleireira tenho que preparar, se eu resolver mesmo fazer o BC! hahahaha….

Só de cortar no queixo já vi que não é fácil, realmente todos, tanto homens quanto mulheres, têm muito apego ao comprimento das madeixas. Tem também a premissa “quanto mais longo, mais feminino!”. Eu mesma não sou nada apegada a essa premissa e até fico enfurecida com ela, mas ela é forte na sociedade. Nisso, estou eu aqui com um estilinho Chanel e estudando que decisão tomar.

Eu tinha os cabelos lindos lisos também, mas ver no seu reflexo do espelho aquela que você é no seu interior, sua personalidade, não tem preço e não tem comparação. Sei que ainda terei a questão do preconceito e falta de respeito no meu dia-a-dia por conta da opção de ter meus cabelos cacheados, mas agora terei mais força para defender que, como diria a cantora India Aire “I am not my hair, I am not this skin, I am not your expectations no”, eu sou o que sou, aquilo que está dentro e fora de mim, todos os lugares que meus pais fincaram, todas as pessoas que me amaram e me amam, todo meu passado e presente, todo meu aprendizado e dedicação, e nada disso será diminuí­do por conta do meu tipo de cabelo, pelo contrário, meu cabelo como tudo em mim conta uma história de força e perseverança, e mais do que tudo eu não sou a expectativa de outrem, sou os meus sonhos e minhas aspirações.

Beijooo enorme no coração de vocês e obrigada a Salon Line por esse espaço para dividirmos nossas experiências, principalmente por ter esse olhar tão atencioso e profissional aos cachos e que tanto tem ajudado nesse processo de aceitação, tenho muitas amigas africanas (pois vivi lá por cerca de 7 anos) que estariam em plena felicidade se tivessem uma linha de vocês por lá, toda vez que posto um vídeo com os produtos da Salon Line que estou usando na minha transição elas vão a loucura rsrsrsrsrsr….

    

                      Consumidora: Elis Oliveira